Agência de notícias "pública" reproduz propaganda contra a democratização dos meios de comunicação
A matéria do dia 1/10/2011 da Agência Brasil sobre a repressão a rádios livres e comunitárias, assinada pela jornalista Isabela Vieira e pelo editor Vinicius Doria, após dar a palavra final a representantes da ANATEL, termina assim: "Na tentativa de burlar o controle do Poder Público, as rádios ilegais acabam operando em frequências inadequadas e podem interferir em serviços essenciais, como controle de tráfego aéreo e comunicações da polícia e dos bombeiros, acarretando riscos à população." No artigo a calúnia não está entre aspas, o que quer dizer que foi redigida nas próprias palavras da jornalista e do editor e, colocada ao final do texto, tem o efeito de palavra final, respaldada pela credibilidade da Agência que parece falar em nome de um suposto "Poder Público" que soa como "autoridade" separada da população brasileira. Agora já foi reproduzida por inúmeros jornais em todo o Brasil.
Este fato pareceria corriqueiro, não fosse a Agência Brasil parte da proposta do Governo de se democratizar os meios de comunicação do Brasil através da implantação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC): conjunto de meios de comunicação que se pretendem "públicos", distintos "dos canais estatais e governamentais" por "sua independência editorial" e com "controle social". A menina dos olhos da EBC é a TV Brasil, iniciada em 2007.
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