quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por um Estado sem discriminação: respeito à cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

Conferência discute direitos da comunidade LGBT, no sábado (1º)

Da redação do TVTribuna.com

Créditos: Arquivo / Nelson Jr. / STF

Ações de combate à homofobia e defesa da cidadania serão alvo de debates na 2ª Conferência de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT da Baixada Santista, que acontece no próximo sábado (1), em Santos. A participação é aberta ao público.

O evento levantará propostas regionais e escolherá representantes para a conferência estadual, marcada para o final de outubro em São Paulo. Os debates envolverão diversos problemas da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) da região, como a intolerância e a violência. A análise do contexto regional, estadual, nacional e internacional, o diagnóstico das políticas públicas e um pacto federativo para o enfrentamento das violências e da vulnerabilidade da população LGBT também fazem parte da discussão.

Com o tema "Por um Estado sem discriminação: respeito à cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais", o encontro em âmbito estadual elegerá a delegação que representará São Paulo na II Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, em Brasília, entre os dias 15 e 18 de dezembro.

O encontro, organizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania e por entidades sociais, ocorrerá das 9 às 17 horas no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), localizada na Praça José Bonifácio, 55, no Centro.


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Desde terça-feira (27), bancários de todo o país estão em greve

Assembleia de greve acontece na quinta-feira (29), 16h30, na sede do Sindicato


Informações da imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Santos e região


Bancários de todo país iniciaram greve nesta terça-feira, dia 27, por tempo indeterminado. Na Baixada Santista a adesão também foi expressiva. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Ricardo Luiz Lima Saraiva (Big), 90% das agências não abriram no primeiro dia de paralização. Dentre as pautas de reivindicação, estão o reajuste salarial de 12,8% - 5% de aumento real mais a inflação projetada de 7,5% - e salário mínimo de R$ 2.297,51, calculado pelo Dieese.
Na sexta-feira, dia 23, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs, em reunião de negociação, um reajuste de 8%, porém a categoria não aceitou. Em entrevista à Repórter Sindical, o coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, considerou o índice muito baixo, “especialmente se comparado aos elevados lucros alcançados pelos bancos no primeiro semestre, que chegaram a mais de R$ 27 bilhões”. Além disso, a nova proposta também não traz avanços em relação às reivindicações de emprego e melhoria das condições de trabalho.
Na Baixada Santista, a categoria rejeitou a proposta dos banqueiros no dia 26 de setembro e resolveu decretar greve por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região estima que 80% das agências suspenderam o atendimento ao público,porém os terminais de caixa eletrônicos ficaram ativados e com pessoal de plantão para o abastecimento. "Nosso objetivo não é atingir a população, mas reivindicar um reajuste justo e compatível com os lucros gerados pelos bancários", afirma Big.
Confira a pauta geral de Reivindicações:
- Reajuste Salarial: 12,8% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 7,5%)
- PLR: três salários mais R$ 4.500
- Vales Alimentação e Refeição: Salário Mínimo Nacional (R$ 545)
- PCCS: Para todos os bancários
- Auxílio-educação: Pagamento para graduação e pós
- Emprego: Ampliação das contratações, inclusão bancária, combate às terceirizações e à rotatividade por meio da qual os bancos aumentam seus ganhos com a redução dos salários, além da aprovação da convenção 158 da OIT
- Piso: Salário mínimo do Dieese (R$ 2.297,51)
- Outras: Cumprimento da jornada de 6 horas; Fim das metas abusivas; Fim do assédio moral e da violência organizacional; Mais segurança nas agências e departamento; Previdência complementar para todos os trabalhadores; Contratação da remuneração total; Igualdade de oportunidades


terça-feira, 27 de setembro de 2011

BlogProg chega à Baixada Santista

Por Anselmo Massad, 
Publicado na Rede Brasil Atual

Autores de blogues, tuiteiros, comunicadores e parlamentares de cidades como Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão etc. reúnem-se, no dia 8 de outubro, no primeiro Encontro de Blogueiros Progressistas [BlogProg] da Baixada Santista. As inscrições podem ser feitas pela internet.

O evento irá discutir liberdade de expressão e direito à comunicação, Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e redes sociais. O evento será transmitido ao vivo pela TV Linha Direta, no portal do PT de São Paulo.

Parlamentares como Luiza Erundina (PSB-SP), Telma de Souza (PT-SP) e Antonio Mentor (PT-SP) e blogueiros como Conceição Oliveira, Renato Rovai, Eduardo Guimarães, Altamiro Borges, Luis Nassif e Pastor Marcos Dornell devem participar.

O evento terá início às 8h e segue até àa 18h no Consistório da Universidade Santa Cecília (Rua Oswaldo Cruz, 277, Boqueirão).

O encontro paulista dos blogueiros aconteceu em abril, ainda antes da edição nacional, em junho.

Programação: 


8h - Café da manhã-  cortesia da Comissão Regional

9h  – Abertura do evento- Prefeitos, vereadores e comissão

10h - Debate: "Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular". 

Debatedores: Deputada Luiza Erundina, Deputada Telma de Souza, 
Deputado Antonio Mentor, Prefeita Maria Antonieta (Guarujá) e Vereador Pedro Gouvea (São Vicente). 

Mediadores: Emerson dos Santos e Vander Fagundes 

12h - Almoço

14h - Debate: "Plano Nacional de Banda Larga, Lei dos Meios de Comunicação, AI-5 digital, Marco Civil da Internet 

Debatedores: Blogueiros  - Conceição Oliveira (Maria_Frô), Renato Rovai, Eduardo Guimarães, Altamiro Borges, Luis Nassif, Pastor Marcos Dornell (blogsat).

Mediadores: Marco Antonio de Lima (Limarco) e Sérgio Telles

16h - Debate: “As Redes Sociais como ferramenta de mobilização social. A importância do ativismo digital”

Debatedores: Pedro Custódio (Cufa), Igor Felipe do (MST) , João Carlos Camará (Ong Camará), Rafael Ambrósio (Ong Ambienta), João Gabriel ( Ong CAC), Francisco Nogueira (Fundação Settaport).

Mediadores: Andréia Lamaison e Daniela Origuella.

Organização: Blogueiros Progressistas de SP e Comissão Regional: Andréia Lamaison (@lamaisonandreia) , Marco Antonio de Lima (@limarco), Kátia Figueira (@katytasv), Marcos Simões (@marcosjornpercu) .

Apoio: Prefeitura do Guarujá,  Prefeitura de Cubatão, Fundação Settaport, SINDPT e CGTB Nacional, CUT ,UGT, TV Linha Direta, MAVPTSP, SEEL, Faculdade Santa Cecília, Café da Praça, Locatelli, Rede Brasil Atual, TV Santa Cecília

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chile e Argentina:


Dois momentos do mesmo modelo educacional

Escrito por PSTU – Argentina
  
Liga Internacional dos Trabalhadores Quarta Internacional
A luta estudantil chilena desvendou o desastre provocado pelos planos do Banco Mundial aplicados a fundo pela ditadura de Pinochet e dos governos que se seguiram: a Concertação e o atual de Sebastián Piñera.
O governo de Cristina Kirchner procurou utilizar eleitoralmente as diferenças que existem entre a educação de nosso país e a chilena. Com efeito, na Argentina existe universidade gratuita, e o Estado garante a educação nos distintos níveis. Ocorre uma deterioração crescente, mas está melhor que a chilena. O oficialismo tenta demonstrar que a diferença é produto da política do atual governo, diferente do que faz um “neoliberal” como Piñera. Não é assim. Em 8 anos de kirchnerismo, a educação não está melhor, mas cada vez pior. Por isso, em nosso país também houve e há grandes lutas docentes e estudantis.
Projeto mundial

Os atuais projetos vêm do plano neoliberal do Banco Mundial e das entidades financeiras, como parte de Consenso de Washington dos anos 80. Um documento da UNESCO, intitulado “A educação guarda um tesouro”, demonstrava (com este título simpático) como a educação mundial era um negócio inexplorado, e que o capitalismo mundial se propôs aproveitá-la. Todos os governos do mundo assumiram esses critérios. No Chile e na Argentina também. No Chile, governos de distintos matizes, tais como o da “socialista” Bachelet e o atual, deram continuidade à educação pinochetista. E na Argentina, o atual governo continuou com a educação do governo Ménem. A Lei Federal de Educação e a atual Lei da Educação Nacional - ainda que, pela sua formulação, pareça mais progressista – são muito similares. E para a universidade, se mantém diretamente a Lei de Educação Superior (LES) de Ménem.

Nisto não há diferenças entre os distintos candidatos dos partidos patronais. Debateram sobre quase tudo, exceto sobre educação. Por uma razão muito sincera: estão todos de acordo.

As diferenças só são de ritmos e de modos de aplicação

As diferenças entre a situação educativa chilena e a argentina não se explica porque haja “distintos modelos”. Existem diferenças, mas são diferenças sobre ritmos e modos de aplicação do mesmo projeto: o esquema educativo argentino de hoje é só uma etapa de um caminho que termina no sistema educativo chileno.

Por isso, cá estamos cada vez pior, e a educação cada dia mais privatizada.

Se existem diferenças, não é porque o atual processo político de Néstor e Cristina Kirchner se tenha desviado do caminho iniciado pelo neoliberalismo, mas porque durante décadas as lutas dos docentes, estudantes e de toda a sociedade em defesa do direito à educação colocaram obstáculos aos planos do Banco Mundial que todos os governos defendem.

A única maneira de defender a educação é lutar por outro modelo de país, trabalhador e socialista, que tome o caminho da segunda e definitiva independência e o fim do lucro como orientação de todos os aspetos da vida.

Semelhanças e diferenças

Por que lutam no Chile? Contra o lucro e o mercado na educação, e um Estado que não defende os direitos de seus habitantes. Seus pontos centrais são a privatização das universidades e a municipalização das escolas primárias e secundárias.

Para entrar na universidade é obrigatório se realizar um exame, o PSU, pago, e ao qual passam muito poucos. Tanta a universidade estatal como a privada são pagas. 84,2% do custo da educação é pago pelos particulares, e somente 15,8% é financiado pelo Estado (dados do Observatório Chileno de políticas educativas).

O Estado financia os alunos com empréstimos com juros de 2% anuais na pública e 6,4% na privada. 60% dos que iniciam os cursos, abandonam, pagando de igual forma. Por isso os estudantes denunciam “5 anos estudando e 15 anos pagando”.

Quando se forma, um estudante deve pelo menos 50.000 dólares, o custo de uma casa em Santiago do Chile. Por isso, a escolarização universitária é muito baixa: somente 27% (uma cifra similar a da Bolívia, economicamente inferior).

E na Argentina, como andamos?

Na Argentina o sistema universitário é livre e gratuito. No entanto, a taxa de escolarização não é muito diferente: 33%. Ou seja, apenas 6 em cada 100 estudantes ingressam. Mas para além disso, é tão desigual como no Chile. Só estudam 16,5% dos jovens dos 18 aos 24 anos dos 30% mais pobres da sociedade, contra os 47% dos 30% mais ricos. Todos os dados são da Fundação Mediterrânea.

Além do mais, ainda que as nossas universidades não se encontrem privatizadas, se subordina, através da CONEAU – organismo regente do sistema – o conhecimento aos interesses das empresas. Por outro lado, os cursos de pós-graduação (que dão conhecimentos fundamentais) são todos pagos.

Por sua vez, sob o conceito de “inclusão” e proposta central da atual Reforma da escola Secundária, se reforça o papel da contenção da escola, para reter o que a sociedade expulsa: os meninos vão à escola para comer e permanecer. De igual modo, a deserção e o abandono obedecem à pobreza, ao desemprego e à marginalidade, e não ao sistema educativo. Os docentes devem se ocupar de problemas sociais, em lugar de ensinar. Onde fica a qualidade da educação? A escola só educa para condições trabalhistas informais, para aceitar a exploração crescente.

Além do mais, cada vez mais docentes se vêm obrigados a aceitar relações trabalhistas precarizadas. Por outro lado, as escolas estão se desfazendo. Os estudantes e docentes têm que lutar para que se coloquem vidros, gás, reformem os banheiros, não há água, luz, os poços transbordam. O orçamento que se destina à educação (6% do PIB) é completamente insuficiente, comparativamente aos recursos que se utilizam para subsidiar grandes empresas ou pagar a dívida externa. Aqui também o Estado não respeita a educação.

Um só plano

No Chile já está quase tudo privatizado. Aqui privatizam mais lentamente, enquanto se criam as condições, através da deteriorização, para que a sociedade dispense a educação pública e opte pela privada. Estão nos levando para o mesmo cenário. Se continuam subsidiando a educação privada (tanto religiosa como a simplesmente comercial).

A escola pública se esvazia, a privada engorda suas matrículas. No final do túnel, nos espera a situação chilena..

Por uma educação ao serviço da classe trabalhadora e do povo

Nossa corrente internacional, organizada na LIT-CI, e sua seção na Argentina, combatem há décadas por uma educação que, em vez de sustentar os privilégios dos patrões e servir, centralmente, para “capacitar” trabalhadores para a exploração capitalista, produza uma formação integral ao serviço das necessidades da classe trabalhadora e do povo.

Refletindo esta luta, em seu programa (publicado em julho de 1985), o velho MAS fazia algumas definições que conservam a validade: “A educação é outro exemplo do desmoronamento da Argentina capitalista. Nosso país foi, nesta linha, um dos mais avançados, um exemplo (juntamente com Uruguai e Chile) na América Latina (…) Hoje sofremos um desastre em todos os níveis: primário, secundário e universitário, expresso, entre outras consequências, no crescente número de analfabetos funcionais.

Dizemos claramente que um povo na miséria, um país saqueado pela oligarquia e o imperialismo, não pode ter educação florescente. E com maior razão, ao crescimento da miséria popular e a ofensiva contra a escola e a universidade públicas, desencadeada pelos institutos privados dos “padres” e demais mercenários da educação.
 
Perante esta situação, o MAS denuncia como inúteis todas as medidas de curanderismo pedagógico...inventadas pelo Ministério de Educação. O MAS disse que só com as seguintes medidas de fundo se reverterá o processo de degradação da educação argentina.
 
Tal como recomenda a UNESCO se destinará 25 por cento do orçamento nacional à educação pública. Os fundos se obterão mediante o corte de todo o subsídio à Igreja e a qualquer tipo de escola privada, a aplicação de impostos extraordinários às grandes fortunas e a suspensão do pagamento da dívida externa.
 
Basta de escolas para ricos e escolas para pobres! Por uma só escola e uma só aprendizagem estatal, laica, gratuita e igual para todos, obrigatória a nível pré-escolar, primário e secundário. Que seja realmente gratuita mediante o fornecimento pelo Estado dos livros e uniformes e com restaurantes e bolsas para os alunos que necessitem. A escola oficial será a única habilitada a dar títulos e certificados de estudos. […]
 
Pela universidade estatal e gratuita com planos de estudo e de investigação ao serviço dos trabalhadores e do povo. Pelo ingresso irrestrito à universidade e um amplo plano de bolsas, restaurantes e residências estudantis. Pela autonomia universitária, acadêmica, econômica e de direção: o governo da universidade será formado por estudantes, professores, não - docentes, com maioria estudantil. […]
 
Pela nacionalização dos institutos de aprendizagem privada de qualquer nível – primários, secundários e universitários – com expropriação de seus edifícios, terrenos, material didático e todos seus bens para que sejam imediatamente transferidos para as escolas e universidades do Estado”.
 
Desde que se escreveu esse programa a política do imperialismo avançou a um plano ainda mais nefasto:que a educação deve ser centralmente um grande negócio. E que a educação e a investigação devem estar orientadas e subordinadas exclusivamente aos interesses das multinacionais. Por isso é necessário reafirmar o programa do velho MAS, enfatizando o chamado a defender o direito dos trabalhadores e do povo a uma educação ao serviço de suas necessidades e as do país.
 
Isto ocorre hoje na Argentina por reclamar a anulação das leis de Filmus – Kirchner: a LEN, a Lei de Financiamento Educativo, a Lei Nacional de Educação Técnica e a Lei Nacional de Educação Superior que vem de Ménem. Porque essas leis são as que expressam em nosso país a política de tornar a educação um negócio e a submeter aos interesses das multinacionais.

Em seu lugar, devemos nos centrar na luta por um sistema único, estatal, gratuito, laico e científico ao serviço dos trabalhadores e do povo.

Isto inclui enfrentar os avanços da descentralização educativa que o kirchnerismo aprofundou, com arenacionalização da educação, com o currículo único nacional e a validade nacional dos títulos. Devemos exigir o imediato aumento do orçamento da educação para encarar as obras necessárias que garantam escolas e universidades em condições, sem paredes e tetos que se desabem, com aquecimento e refrigeração adequados e todas as instalações em condições.

Juntamente a isto é necessário garantir instalações e docentes suficientes para assegurar aulas que não estejam superlotadas, e escolas que não funcionem como mero centro de contenção da miséria popular, mas com um número de alunos por docente e aula e em condições que permita ensinar e estudar adequadamente.

No plano trabalhista docente a luta deve se traduzir na conquista do salário único nacional e do convênio único, desterrando toda a forma de precariedade trabalhista. No âmbito universitário devemos nos opor à passagem de cada vez mais conteúdo educativo dos ciclos de pré-graduação (licenciatura e técnico) às de pós- graduação (doutorados e pós-doutorados), garantindo a gratuidade do ensino em todos os níveis (pré e pós-graduação). E exigir a nomeação com cargo pago de todos os assistentes e professores que são como temporários.

Tradução: Rui Magalhães

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Estudantes chilenos realizam nova marcha pela melhoria na educação


Por Jeane Freitas, jornalista
Publicado em Adital

Amanhã (22), a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), apoiados por professores, trabalhadores, feministas da Rede Chilena contra a violência doméstica e sexual, entre outros, se prepara para a realização de mais uma Marcha Estudantil pela melhoria do sistema educativo e contra os custos da educação.
Os estudantes estão dispostos ao diálogo, no entanto, o governo tem se recusado a aceitar as condições - sintetizadas em quatro propostas - apresentadas semana passada pela representação estudantil.


Em carta ao Ministério da Educação (Mineduc), aConfederação de Estudantes do Chile (Confech) manifestou a exigência de garantias quanto os seguintes pontos: adiar o prazo limite para o encerramento do primeiro semestre; suspender os projetos de lei relativos à educação que estão no Congresso Nacional; transmitir as mesas de diálogo pela televisão; e que o Estado não conceda mais recursos às universidades que visam o lucro. Apenas as duas últimas propostas foram aceitas.

Para além de recusar metade das propostas, o ministro da educação, Felipe Bulnes, taxou os estudantes de intransigentes e afirmou que por esta postura está sendo difícil começar um diálogo e chegar a um acordo. Já os estudantes lamentaram o fato de "o governo ter se negado a entregar condições, na verdade mínimas, de sentido comum, porque eles estão dispostos ao diálogo”.

Diante da situação, Jaime Gajardo, diretor do Colégio de Professores, manifestou descontentamento com a resposta do governo e afirmou que os professores estarão junto aos estudantes nas paralisações de amanhã e do próximo dia 29.

Também a Confederação de Trabalhadores do Cobre (CTC) chamou os trabalhadores da Corporação Nacional do Cobre do Chile (Codelco) a se unirem em solidariedade ao movimento estudantil. Além de confirmar adesão à manifestação de amanhã, o presidente da CTC, Cristián Cuevas, pediu que o governo abandone a intransigência e enxergue que mudanças verdadeiras na educação não poderão acontecer dentro deste mesmo modelo.

Além de contar com o apoio de várias instituições em todo país, a marcha conta ainda com o apoio da Campanha Global pela Educação (CME), Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) e do Fórum Nacional de Educação de Qualidade para Todos que estão lançando um movimento mundial de apoio aos estudantes chilenos via redes sociais.

As adesões à manifestação de apoio podem ser feitas por meio do envio de fotos através do link: http://www.flickr.com/photos/campaignforeducation e de uma mensagem ao presidente do Chile, Sebastián Piñera. Os apoios também podem ser feitos via Facebook ou Twitter (@redclade ou @globalcampaign). As instruções estão na página CME: http://www.campaignforeducation.org/chile (em Inglês) ou http://www.campaignforeducation.org/es/chile (em espanhol).

Há mais de quatro meses os estudantes chilenos estão em protestos pela melhoria do sistema educativo e suas principais exigências são: educação pública e de qualidade financiada pelo Estado, que deve destinar 10% do Produto Interno Bruto ao setor; a suspensão da tramitação de projetos de lei do Poder Executivo que dizem respeito aos créditos na educação superior; que o Estado não conceda mais recursos às universidades que visam o lucro, dentre outras.

Para saber mais sobre o assunto confira entrevista com Camila Vallejo, presidente da FECH:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=59726.

Plenária mensal do Fórum da Cidadania de Santos, no sábado (24), 15 horas


Participação nas Conferências de Habitação, Transparência e Controle Social são temas da reunião

Por Cidinha Santos
Organizar a participação na etapa municipal da Conferência da Habitação (1º de outubro) será uma das discussões da plenária que acontece no sábado (24), às 15 horas. A reunião será na Estação da Cidadania de Santos (Avenida Ana Costa, 340). Também em discussão as etapas local e regional da Conferência Nacional de Transparência e Controle Social(CONSOCIAL).






CONSOCIAL – convocada pela Controladoria Geral da União (CGU) para ampliar os mecanismos de participação e controle da Sociedade Civil sobre a Gestão Pública nos níveis Federal, Estadual e Municipal. O regimento para funcionamento da Conferência já foi aprovado pela comissão organizadora nacional e está disponível no saite: www.cgu.org.br. Segundo o assessor técnico do Fórum da Cidadania de Santos, Celio Nori, é importante que todos que pretendem participar da plenária mensal da entidade conheçam, previamente, o assunto para que as discussões sejam mais objetivas.
Calendário - A etapa nacional acontecerá no período de 18 a 20 de maio de 2012, em Brasília. Terá que ser precedida pela etapa estadual que, em São Paulo, acontecerá no dia 30 de março de 2012. Já as etapas municipais e regionais têm prazo até 28 de fevereiro de 2012.
“Pretendemos realizar a CONSOCIAL em Santos ainda este ano (2011), em parceria com o Poder Público e outras entidades interessadas da Sociedade Civil. Vamos trabalhar também para que o mesmo aconteça nas cidades da região, para então definir a data da Conferência Metropoiatana da Baixada Santista”, declara Nori.

É importante ressaltar que a CONSOCIAL será coordenada por Comissões eleitas, em todas as etapas. Deverão obedecer e fazer cumprir o regimento que garante a proporcionalidade de 60% de representantes da Sociedade Civil, 30% de representantes do Poder Público e 10% de representantes de Conselhos de Políticas Públicas.

O Fórum da Cidadania de Santos pretende se envolver ativamente na realização dessa Conferência. De acordo com o coordenador geral da entidade, Uriel Villas Boas, “diante da relevância desta iniciativa e pelas amplas possibilidades que ela deverá proporcionar para viabilizar novas formas de participação Cidadã é papel das entidades e dos movimentos sociais se envolverem na organização e realização da CONSOCIAL em Santos e Região”.
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Conferência Municipal de Habitação – acontece no dia 1º de outubro, sábado, das 7h às 18h, na Universidade Santa Cecília (Unisanta). O tema  da conferência é “Plano de de Habitação e Projeto de Moradia”. 
Durante a conferência serão realizadas palestras sobre habitação, bem como a votação de propostas para as diretrizes da Política Municipal de Habitação. O evento será realizado no Bloco E da Universidade. O endereço é Rua Cesário Mota, 8, Boqueirão. 
Na ocasião serão apresentadas mais de 40 propostas elaboradas por moradores que participaram de pré-conferências realizadas em diferentes áreas da cidade.

Colóquio sobre o Chile e a Luta dos Estudantes


Em defesa da Educação Pública e Gratuita

“Para que me escutem, minhas palavras  ficam delgadas  às vezes, como as pegadas de gaivotas nas praias” Pablo Neruda
Por Cidinha Santos
Encontro acontece na terça-feira (20), na Estação da Cidadania de Santos (Avenida Ana Costa, 340). às 19 horas. O objetivo é refletir sobre as históricas e as recentes mobilizações que acontecem no Chile. A iniciativa da Associação dos educadores da América Latina e Caribe (AELAC-Brasil) tem parceria do Fórum da Cidadania de Santos e da Comissão de Cultura da Câmara de Santos.
Segundo a presidente da AELAC, Maria Sirley dos Santos, “esse movimento é importante e corajoso, e adquiriu, durante o processo, um caráter revolucionário, anti-neoliberal, e avança cada dia, através de formas criativas e lúdicas, conseguindo sensibilizar amplos e diversificados setores da sociedade”.

A seguir, texto produzido por Maria Sirley dos Santos, presidente da AELAC-Brasil, como contribuição para o debate.


"No Chile milhares de estudantes ocupam as avenidas, ruas e alamedas para lutar contra a privatização da Educação e a entrega da Patagônia a um consórcio multinacional. É o inicio da Primavera Chilena, como é chamada por eles.
Os jovens experimentam a enorme frustração que produz o modelo econômico e social que os condena a graduar-se, mas com baixa qualificação, carregando um enorme endividamento por sua educação.
Este movimento importante e corajoso, adquiriu durante o processo, um caráter revolucionário, anti-neoliberal, e avança cada dia mais, através de formas criativas e lúdicas, conseguindo sensibilizar amplos e diversificados setores da sociedade.
Tem origem no dia 13 de Maio, somente com estudantes de nível superior, que agrega novos setores sociais a cada dia. Por entenderem o chamado da forte e carismática liderança de Camila Vallego, dirigente da Federação dos Estudantes chilenos (FEUCH), professores, Reitores, familiares dos alunos, mineiros, trabalhadores da Corporação Nacional do Cobre do Chile (CODELCO), ecologistas, feministas, Associação dos Trabalhadores Municipais da Saúde, Associação Nacional de Empregados Fiscais (ANEF), Colégio de Professores do Chile, povos originários, camponeses, distintos sindicatos aderiram ao movimento.
O modelo educacional chileno é produto dos programas de reforma setorial implementado pela escala mundial imposta pelo Banco Mundial e que os países são obrigados a cumprir para poder ser resgatado das falências econômicas oriundas das distintas crises vividas pelo capitalismo.
O sistema universitário do Chile é o mais caro do mundo. Transfere uma renda de milhões de dólares às grandes empresas que controlam o ensino. Como a Laurete Education, gestora de centenas de universidades, a Sylvan, inversionista norte americana que tem o controle de 80% da Universidade Andrés Bello, além de exercer a gerência do Instituto de Formação Técnico Profissional, da Universidade de Viña del Mar e da Escola Moderna de Música, com mais de 100 mil alunos.
O Movimento estudantil é um indicador de que a aplicação da reforma educacional de mais de três décadas fracassou. Como a educação tem sido um dos eixos ideológicos de adaptação, é provável que a evidente inadequação do Ajuste Econômico à realidade do desenvolvimento chileno, seja avaliado pelos resultados do setor educacional, que hoje se esgotou por incompetência.
O movimento estudantil com grande capacidade de análise critica e consciência política denuncia a vinculação do sistema educacional ao conjunto do sistema social.
Hoje este movimento que começou na luta contra o imenso lucro do setor educacional, se converte em uma luta contra as desigualdades estruturais do Chile (60% dos chilenos tem nível de pobreza comparado ao de Angola).
O que os estudantes e o povo chileno querem é construir, com a educação, um novo projeto de desenvolvimento para o país, questionando fortemente a estrutura política. Para tanto exigem uma nova Constituição através da convocatória de Assembléia Constituinte. Exigem educação gratuita e de qualidade para todos, e que o Estado assuma seu papel protagonista na administração das finanças realizando uma Reforma Tributária. Propõem ainda a renacionalização das minas de cobre e de outros setores da mineração.
O movimento estudantil levantou uma demanda que toca no mais essencial do modelo político, econômico e social instaurado pelo neoliberalismo. Provocou uma violenta reação do governo chileno, com formas de repressão cruéis, inclusive, matando um estudante de 16 anos e prendendo mais de 1300 pessoas.
Mas, nada intimida os jovens estudantes chilenos que seguem ocupando avenidas e alamedas para que no futuro por elas possa passar o homem novo."

Passeio Cultural


No programa, visita à Sala São Paulo e ao Museu da Língua Portuguesa

Por Cidinha Santos
Reserve seu lugar para o passeio cultural no dia 25 de setembro. A saída será às 8 horas, da Estação da Cidadania de Santos (Avenida Ana Costa, 340). O horário previsto para o retorno é 17 horas. No programa estão previstas as seguintes atividades: Visita ao complexo cultural da Estação da Luz, Concerto matinal da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), com regência de Kristjan Jarvi, na Sala São Paulo, Visita ao Museu da Língua Portuguesa e Passeio no Jardim da Luz.
O preço individual é R$ 50,00 ou R$ 80.00 para duas pessoas. Os ingressos incluem transporte, lanche de bordo e ingressos para as duas atividades (concerto e museu).
As reservas podem ser feitas mediante pagamento, até o dia 16 de setembro, das 14 às 21 horas, com Augusta. Mais informações pelo telefone 3221 2034.
Veja a programação:

Curta Santos de Cinema


Festival Santista de Curta Metragem também acontece na Estação da Cidadania, dias 14, 15 e 16 de setembro


Por Cidinha Santos
O Curta Santos, que este ano homenageia Todas as Mulheres do Mundo, tem três momentos de mostras de curtas metragens, na Estação: na quarta-feira (14), a Mostra Curta Santos Kugoma, na quinta-feira (15), a Mostra Esquenta Curta Santos, e o fechamento da participação do Curta Santos na Estação ocorre na sexta-feira (16), com a Mostra Curta Melhor Idade. Em todos os dias, serão exibidos curtas de diversos lugares do País. As apresentações são gratuitas. Para conhecer a programação completa, acesse: www.curtasantos.com.br/9edicao


Dia 14 – Mostra Curta Santos  Kugoma
Alguma Coisa Assim / Maria Capacete / Quintas Intenções / Rua Das Tulipas

Dia 15 –  Mostra Esquenta Curta Santos

Leila Diniz para sempre Diniz
Direção: Mariza Leão e Sérgio Rezende
08‟35‟‟ | documentário | cor | Rio de Janeiro – RJ | 1975
A partir de trechos de filmes dos quais participou como atriz profissional, depoimentos de amigos e imagens em Super-8 de um filme sobre ela, o documentário revela flagrantes da intimidade de Leila Diniz. A atriz, que teve sua carreira tragicamente interrompida por um desastre de avião, exerceu grande influência nas gerações dos anos 1960 e 1970, por sua espontaneidade, irreverência e inquietação criativa.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos

Naiá e a Lua
Direção: Leandro Tadashi
13‟00‟‟ | ficção | cor | São Paulo – SP | 2010
A jovem Naiá se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a história do surgimento das estrelas no céu.
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Poliamor
Direção: José Agripino
15‟00‟‟ | documentário | vídeo digital | cor | São Paulo – SP | 2010
Numa sociedade onde predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas optam por um arranjo de relacionamento que está se tornando conhecido com Poliamor.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

Sinergia
Direção: Gabby Egito
06‟56” | ficção | vídeo digital | cor | Los Angeles – CA – EUA | 2010
A gerente regional de vendas Amelia aguarda uma promoção, após trabalhar duro na fusão da empresa. Ela disputa a posição com seu colega Constantine. A competição se acirra quando eles ficam trancados com um estranho na sala de reuniões.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

Cores e Botas
Direção: Juliana Vicente
15‟00‟‟ | ficção | cor | São Paulo – SP | 2010
Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma Paquita negra no programa da Xuxa.
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Dia 16 – Mostra Curta Melhor Idade

Fragmentos
Direção: João Guilherme Moreira Peixoto
13‟33‟‟ │ ficção │ vídeo digital │ cor │ Santos – SP │ 2006
Seu Geraldo, um homem idoso, abandonado pela filha, enfrenta seu destino ao se encontrar em uma situação inesperada. Sua vida marcada, pelo amor á esposa está se desmoronando pouco a pouco enquanto o tempo o castigo e viver angustiado em casa de repouso. Mais uma oportunidade de sair em busca da verdade o faz descobrir que às vezes é melhor esquecer histórias do passado pra continuar a ter esperanças e razões pra viver.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

A encomenda do bicho medonho
Direção: André da Costa Pinto
15‟00‟‟ │ documentário │ vídeo digital │ cor │ Paraíba – PB │ 2006
David Ferreira é um desses tipos interessantes que desperta a curiosidade e a admiração de quem conhece suas histórias e engenhocas intrigantes. Aos sete anos de idade, sonhou com um bicho grande, feio e medonho que o encomendava peças feita em madeira. Hoje, 94 anos, ainda continua sonhando com o bicho, seu trabalho já chegou a ser comparado com obras do mestre Leonardo da Vinci.
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Dona Cristina perdeu a memória
Direção: Ana Luiza Azevedo
13‟00‟‟ │ ficção │vídeo digital │ cor │ Porto-Alegre – RS │ 2003
Um menino de 8 anos descobre que sua vizinha, de 80 anos, conta histórias sempre diferentes sobre a sua vida. Dona Cristina acredita que o garoto pode ajudá-la a recuperar a memória.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

A melhor idade
Direção: Angelo Defanti
14‟53‟‟ │ ficção │ vídeo digital │cor │ Rio de Janeiro – RJ │ 2011
Meu nome é Antenor, tenho 70 anos e uma ferida na perna. Tive que escolher entre o remédio pra diabetes e a mensalidade da tv de cabo. Escolhi a tv. Aos setenta anos, quem precisa de pernas?
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

No bar
Direção: Cleiton Stringhini e Paulo de Tarso Mendonça
08‟00‟‟ │ ficção │ vídeo digital │ cor │ São Paulo – SP │ 2002
Lei Federal brasileira obriga fabricantes de cigarros a colocar mensagens com a intenção de desestimular o hábito de fumar. Controvérsias surgem entre vendedor/consumidor.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

Inscrições abertas para oficinas


Teatro de Rua e Literatura de Cordel, na Estação da Cidadania, nos dias 20 e 21


Por Cidinha Santos
As oficinas são gratuitas e fazem parte da programação do Ponto de Cultura Estação da Cidadania e Cultura de Santos. Iniciação ao Teatro de Rua tem início no dia 20, com duração de três meses, é voltada ao público com idade a partir de 15 anos. Tem como objetivo discutir a rua como espaço  de arte pública e democrática.  As aulas acontecem nas terças e quintas-feiras, das 19 às 21h30. Serão ministradas pelos artistas da Trupe Olho da Rua, grupo teatral santista, premiado diversas vezes em festivais nacionais. As vagas são limitadas.
A partir  do dia 21, nas segundas e quartas-feiras, das 19h30 às 21h30, durante dois meses, começa a oficina de Literatura de Cordel. Sob responsabilidade do poeta e músico santista, Zellus Machado. Durante a oficina, os participantes vão conhecer sobre a história do cordel, além das técnicas de improvisação, estilos de construção de versos e vivências práticas.
As inscrições podem ser feitas na Estação da Cidadania de Santos (Avenida Ana Costa, 340). O horário de atendimento é das 14 às 21 horas. Mais informações pelo telefone: (13) 3221 2034.

Setembro, mês da Cultura!


Estação da Cidadania recebe Bienal SESC de Dança e Curta Santos. A Bienal abre a semana de 5 a 7, com a apresentação do grupo de dança Ambulante Cia de Dança, de São Paulo, e passa a para o Festival Santista de Curta Metragem exibir diversos filmes, de 7 a 9, encerrando a semana

Por Vinícius Maurício
Respeitável público, a Estação da Cidadania (Avenida Ana Costa, 340 – Campo Grande), sede do Fórum da Cidadania de Santos, vai ser um dos palcos de dois dos maiores eventos culturais da região. Nestas segunda (5), terça (6) e quarta-feira (7), às 18 horas, a Estação recebe a 7ª Bienal SESC de Dança e a festa da cultura continua na quarta (7), quinta (8) e sexta-feira (9), com o 9º Festival Santista de Curta Metragem, às 16 horas.
O grupo de dança Ambulante Cia de Dança, de São Paulo, se apresenta no espaço em frente à Estação, com um espetáculo Núcleo 3.14, apresentado como “não definível”, que busca um lugar ainda que não foi atingido. Em que o que se sabe é que dança, música, vídeo e iluminação são trabalhados de maneira igual num momento de problematização das relações de toda ordem, como o poder público e o cotidiano, a sociedade e o indivíduo, o macro e o micro, o dentro e o fora.
A apresentação também busca a quebra do pensamento bilateral, dicotômico. E se inspira nos registros fotográficos de zonas portuárias realizados pelo artista Allan Sekula e em obras literárias como A Poética do Espaço, de Gaston Bachelard, a Teia da Vida, de Fritjof Capra e O Poder da Cultura, de Leonardo Brant, entre outras. A faixa etária é livre.
Já o Curta Santos, que este ano homenageia Todas as Mulheres do Mundo, tem três momentos de mostras de curtas metragens, na Estação: na quarta-feira (7), a Mostra Curta Santos Kugoma, na quinta-feira (8), a Mostra Esquenta Curta Santos, e o fechamento da participação do Curta Santos na Estação ocorre na sexta-feira (9), com a Mostra Curta Melhor Idade. Em todas os dias, serão exibidos curtas de diversos lugares do País.
Tanto as apresentações da Bienal SESC de Dança quanto do Curta Santos, na Estação da Cidadania, serão gratuitas. Outras informações em geral e de outras apresentações em outros lugares de Santos e região no site da Bienal SESC de Dança www.mostrasescdeartes.com.br/bienaldanca2011 e no do Curta Santos www.curtasantos.com.br/9edicao.